Um aluno que leu o "Manual Prático do Ódio" encontrou, no livro "Capão Pecado", também do Ferréz, esse trecho e me pediu para postar aqui, é tocante:


"É óbvio, nós sabemos quais são as carências daqui, mas muitos não fazem a correria para que isso se reverta. As armadilhas estão armadas há tempos, algumas já utilizadas, nós as enxergamos e podemos desativá-las. Basta acreditar que a revolução começa a princípio em cada um de nós. Se eu quero, eu posso, eu sou. Abrace essa idéia de um modo positivo.
Periferia é tudo igual, não importa o lugar: Zona Oeste, Leste, Norte ou Sul. Não importa se é no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, Brasília ou em São Paulo. Enfim, seja lá qual for o lugar, sempre serão os mesmos problemas que desqualificam o povo mais pobre, moradores de casas amontoadas umas em cima das outras.
Mas e aí? Fazer o quê? Como diz o Tim:- Ah! se o mundo inteiro me pudesse ouvir...
Mas como todos nós sabemos que é muito difícil fazer com que o mundo inteiro nos ouça, nós mandamos um toque daqui, do nosso canto; de onde Deus escolheu para ser um lugar em que nem tudo dá certo, um lugar em que você pode perder a vida num piscar de olhos, um lugar que é considerado o Pecado das Periferias, um lugar chamado Capão Redondo!
O nosso lugar, descubra-o.Paz!"
(FERRÉZ. Capão Pecado. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005, p.69)
Levei "Capão Pecado" para sala de aula porque no inicío do livro Ferréz conta como se tornou escritor, largando a profissão de faxineiro em um grande hotel em São Paulo para ir em busca do seu sonho e, seis meses depois, voltou a esse mesmo hotel como palestrante.
Um comentário:
Acreditar em transformaçôes de atitudes, educação, cultura..., muitas pessoas acreditam, mas poucas tem o dom de transforma-lás em realidades, você tem!
Sucesso!!
Magnos Eliandro Lima
Postar um comentário